Creatina Ethyl Éster: saiba o que é e qual é a diferença
A fim de obter melhores resultados no desempenho de atletas e desportistas, as indústrias de suplementos juntamente com estudos científicos, testam a posologia, horário ideal para consumo, melhor método de administração (entre outras pesquisas) buscando um diferencial para a marca, além do custo benefício do suplemento. Uma das pesquisas e a introdução no mercado dos suplementos, foi a inclusão da Creatina Ethyl Éster.
A creatina é um suplemento muito utilizado para atividades anaeróbicas, pois proporciona uma recuperação de energia mais acelerada para o indivíduo. Seu consumo nas academias e por atletas de alta performance, se tornaram mais frequentes com as informações por meio das redes sociais, palestras, plataformas de vídeos online, entre outros meios de comunicação, passando uma tranquilidade para o consumidor. Mas o que a creatina Ethyl Éster tem de diferente das outras fórmulas?
O que é creatina?
Antes de falarmos da Creatina Ethyl Éster, precisamos entender o que é creatina. De modo geral, a creatina acelera a recuperação de energia em atividades de força. Quando executamos um movimento que exige força, uma célula chamada ATP (adenosina trifosfato), quebra sua ligação no sítio muscular (actina e miosina) liberando um fosfato assim conseguimos ter força e contração muscular, com isso, ATP vira ADP (adenosina difosfato). A creatina capta esse fosfato livre que foi utilizado para contração muscular e leva para a célula de ADP, tornando-a ATP novamente. Podemos sintetizar a creatina, mas com a suplementação, a acumulação nos nossos músculos são maiores, tornando a recuperação de energia para atividades de força mais rápida.
Creatina Ethyl Éster
Agora que nós sabemos o propósito da suplementação de creatina, vamos conhecer um pouco sobre a Creatina Ethyl Éster.
Não existem muitas evidências, mas a Creatina Ethyl Éster tem uma fórmula diferente em sua composição química, já que o seu ácido carboxílico se encontra esterificado com um álcool.
O objetivo dessa esterificação, é tornar a biodisponibilidade da creatina melhor, ou seja: sua absorção é mais eficaz que a monohidratada sem adição do éster. Alguns estudos apontam uma melhor reação com o meio ácido no estômago. Um detalhe que deve ser considerado, é que a adição do éster a creatina monohidrata, pode fazer com que não necessite de muita água para sua absorção, tornando mais hidrofóbica a célula, evitando inchaço e desidratação.
Podemos encontrar a CEE (Creatina Ethyl Éster) na forma de cápsulas ou comprimidos, o que pode ser considerado para alguns consumidores um problema para o consumo. O fato de sua forma de consumo disponível, não conter uma quantidade suficiente em uma cápsula ou comprimido, torna a opção em pó mais fácil e mais comercializada. Não é muito comum o consumo dela por desportistas, isso acaba dificultando um pouco a venda em prateleiras de lojas de suplemento.
Conclusão
A Creatina Ethyl Éster de modo geral, possui uma absorção melhor que a creatina apenas monohidratada, isso a torna mais biodisponível. Mas será que realmente vale a pena investir mais por um suplemento que faz uma pequena diferença? No meu ponto de vista, não. Os resultados da creatina monohidrata, são relativamente significantes quando pensamos em funcionalidade. O maior público que utiliza a suplementação de creatina, não precisa dessa diferença de absorção. Além do custo da creatina Ethyl Éster ser mais alto, seu método de consumo não agrada grande parte dos seus consumidores.
Thiago Miyamoto – Nutricionista esportivo / CRN 49472

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